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A exclusão e a depreciação social na propaganda

O tema não é novo e a solução não é imediata, mas pode ser praticada sem qualquer dificuldade no dia a dia de qualquer um.

Por conta de uma suposta boa imagem a ser transmitida baseada em um ideal aspiracional absolutamente desconexo da realidade, a propaganda – e não apenas ela, mas a mídia de forma geral – continua a tratar pessoas com preconceito, grande parte das vezes através da exclusão e depreciação social.

Na última semana, acompanhei notícias em três diferentes sites, e as três traziam algo em comum: a marginalidade a que são submetidos e a hostilidade que sofrem alguns grupos da sociedade.

A primeira de nada tem a ver com propaganda, mas mostra como adolescentes negras são deixadas de fora de três das maiores revistas adolescentes do país. Trata-se de uma matéria encomendada pela BBC à uma estudante de jornalismo, Isabela Reis.

É difícil crescer lidando com produtos que não te contemplam. Como explicar para uma pré-adolescente negra, em plena formação de identidade, que ela é bonita, se a revista preferida ignora seu tom de pele? Como enaltecer a beleza afro, se o conteúdo estimula o embranquecimento? Como acreditar que o crespo é normal, se as reportagens só exibem cabelos lisos? Estamos no século 21 e parece que paramos no tempo. Nós queremos existir.

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A segunda foi uma reportagem da Exame, na publicação do estudo da JWT sobre a inclusão LGBT na propaganda. Na pesquisa, brasileiros foram ouvidos a respeito da comunicação dirigida à homossexuais. Podemos constatar a fragilidade dos argumentos dos que condenaram a prática, apenas se limitando a julgar o comportamento de terceiros.

“Sou contra o casamento homossexual”; “É uma situação antinatural”; “Não tenho preconceito com casais do mesmo sexo, porém acho exagero explorar essa condição em uma publicidade”, afirmam alguns desses entrevistados.

Por último, mas não menos absurdo, um vídeo sobre como a imagem da mulher é trabalhada na propaganda. Jean Kilbourne mostra que não apenas não estamos evoluindo neste quesito, como estamos regredindo. Aqui o problema parece ainda maior, pois o ataque normalmente é velado e aceito como normal na mídia.

Três exemplos de como ainda temos muito a evoluir como seres humanos. E como esses, há muitos outros. E tratando com desprezo outros grupos sociais.

Para nós, diretores de arte que trabalhamos diariamente com comunicação, o esforço e a atenção devem ser sempre redobrados. Trabalhamos com imagem, o principal meio de atrair ou atacar as pessoas. Isso não pode continuar, e a mudança é simples: está no comportamento diário e no respeito ao próximo. O respeito real, não o da propaganda.

Publicitário com experiência de 10 anos em Comunicação e Marketing, atuando com foco nas áreas de Criação, Inovação e Design para o mercado de Jogos e Entretenimento. Experiência complementar em Desenvolvimento de Produtos e Marketing Digital. Graduado em Comunicação Social com MBA em Marketing pela ESPM. Vasto conhecimento do mercado de Jogos e Entretenimento e entendimento do comportamento do consumidor infantil e do jogador.

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