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12 esculturas que vão te surpreender

Pedra, metal, madeira. Qualquer material é igualmente válido para construir uma história, dar alma ao ingrediente inanimado para despertar emoções. Nas mãos de um gênio mas principalmente em seu talento, está a chave para despertar a admiração transformando um bloco desprovido de vida. O melhor de tudo é que, ao contrário de outras disciplinas artísticas, a escultura propicia ser disfrutada ao ar livre, onde a peça está imersa no ambiente para adquirir um significado maior. Se você é amante dessa bela arte, não pode perder as esculturas mais surpreendentes que podem ser encontradas ao redor do mundo.

#1 Sua luz interior (Estados Unidos)

Obra da artista americana Paige Brandley, “Expanção” apresenta o corpo de uma mulher que medita na posição de flor de lótus. Sendo rachada por uma luz que emerge de seu interior, a figura parece alcançar um estado de êxtase místico. Originalmente a figura não deveria apresentar nenhuma fissura, mas quando a artista estava finalizando o trabalho, a peça caiu no chão quebrando-se em vários pedaços, resultando no seu estado atual. Em sua restauração, Paige Bradley deu um novo significado a figura, o da força interior que resiste a destruição.

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#2 O espectro da sorte (Lituânia)

Diz a lenda que em 1959 um guardião do castelo de Klaipeda (Lituânia) chamado Hans Von Heidi viu um fantasma. O ser sobrenatural, longe de tentar amedrontar o bom Hans, o advertiu de que as reservas de grãos e madeira da cidade seriam insuficientes, desaparecendo momentos depois no nevoeiro. Em homenagem a essa história, os escultores Sergejus Plotnikovas e Svajūnas Jurkus deram vida a essa escultura situada perto das ruínas do castelo que, segundo dizem, traz boa sorte a todos que se atrevem a aproximar-se.

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#3 Andarilhos viajantes (França)

Se passear pelas ruas e esquinas de Marsella é muito provável que encontre “Os viajantes”, uma série de esculturas da obra de Bruno Catalano. Esculpidas em bronze, as estatuas chocam pela realidade de sua criação ao mesmo tempo que pela ilusão de ótica que cria: a escultura parece evaporar, volatizar diante de seus olhos. Dessa maneira muito visual, o artista consegue dramatizar a condição errante desses viajantes que, quem sabe algum dia, chegarão a seus destinos.

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#4 Um Freud pendurado (República Tcheca)

Se passear por Praga e olhar para o céu, não se assuste ao ver um suicida suspeito. Zavešený muž (“O Homen pendurado” em português) é obra de David Cerny, e representa o psicanalista Sigmund Freud, uma das personalidades mais importantes na história da República Tcheca, pendurado em um poste e vendo a vida de outros transeuntes passar com uma pose certamente tranquila. Criado em 1996, o autor estava tentando responder a pergunta de qual seria o papel de Freud no momento atual. A resposta parece simples: observar o homem mundano.

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#5 As antípodas de cabeça para baixo (Austrália)

Vice Governador da Austrália no século XIX, o inglês Charles La Trobe transcendeu por sua atividade política e científica. A cidade de Melburne homenageia seu espirito civilizador dando seu nome a ruas, jardins, universidades e uma sala de leitura. Entre os reconhecimentos extra-oficiais está essa estátua, construída em plástico e fibra de vidro, simulando o bronze. Por que está de cabeça pra baixo? Parece que a intenção de Charles Robb, embora reconhecendo a figura histórica de La Trobe, estava criticando o sistema dos valores atual, que inunda as cidades com monumentos sem sentido mas esquece das figuras realmente importantes. Apresentada na exposição de Making Melbourne 2007, e apesar de sua transgressão, foi instalada definitivamente.

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#6 O tiro pela culatra (Estados Unidos)

Dado o elevado número de mortes por arma de fogo que apresenta a região, qualquer pequena expressão contra a violência assume uma maior importância nas fronteiras dos Estados Unidos. Ao lado dos edifícios das Nações Unidas localizado em Nova York, a escultura Knotted Gun (em português “arma amarrada”) dá visibilidade ao movimento contra a violência originado na suíça e enraizado em 15 países ao redor do mundo. Desenhada e construída por Carl Fredrik Reuterswärd, foi concebida como um tributo a John Lennon, morto por um ferimento de bala.

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#7 Liberdade total (França)

Um senhor quarentão descobre em um belo dia que possui a habilidade de cruzar paredes. Não, não é extraído da biografia de David Copperfield, e sim de Le Passe-muraille, uma história curta do novelista francês Marcel Aymé. Depois de enlouquecer seu chefe, roubar bancos, escapar da cadeia e invadir a casa alheia, o karma acabou cobrando seu preço a Dutilleul, que é como se chama o protagonista da novela. Com o mesmo nome da história, uma estátua de obra do escultor, pintor e ator Jean Marais tomou forma no bairro parisiense de Montmartre.

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#8 Abram caminho para a música (Holanda)

Durante a II guerra mundial, uma das cidades que mais sofreu com o assédio nazista foi Amsterdam. Foi em maio de 1940 quando, depois de 5 dias de cerco, os alemães invadiram a capital holandesa. Consequentemente, dezenas de milhares de judeus dos países baixos foram deportados para campos de concentação. Em memória dessa comunidade, o Stopera (um complexo de edifícios que abriga a prefeitura e a Ópera da cidade) dá abrigo a estátua de um violinista que emerge do solo, de autor desconhecido que simboliza, e refere-se ao vibrante e irreprimível povo judeu que costumava concentrar-se nesse bairro de Amsterdam.

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#9 Crocodilo engole bolsas (Estados Unidos)

A escultura permanente Life Underground, de Tom Otterness, concentra toda a atenção na estação de metrô nova-iorquina que está localizada na quinta avenida com a 14th street. Entre suas figuras, destaca-se a de um crocodilo que tenta arrastar para o esgoto sua presa: um homem com uma bolsa com o símbolo do dólar no lugar da cabeça. De óbvio sentido político e econômico, a escultura é uma crítica ao sistema atrozmente capitalista que impera nos Estados Unidos.

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#10 Dourada utopia (Bélgica)

Uma tartaruga gigante e reluzente que é montada por seu cavaleiro é uma imagem, por que não dizer, que não se vê todos os dias. No entanto é algo que pode acontecer se passear pela cidade belga de Nieuwpoort. Adquirida em 2003, essa peça chamada Searching for Utopia foi esculpida em bronze pelo artista Jan Fabre para ser exibida em um festival de arte moderna que seria realizado nessa cidade. No entanto, sua popularidade entre os turistas e cidadãos levou as autoridades a comprá-la para converter em um símbolo da cidade.

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#11 Lembrança londrina (Reino Unido)

Se você não tem uma fotografia ao lado da cabine vermelha e retangular é porque nunca foi a Londres. O ápice do brittish, essas cabines telefônicas são uma parte importante do imaginário Londrino para qualquer estrangeiro. Flertando com o clichê, o artista David Mach compôs em 1987 um dominó com tais itens emblemáticos e batizou de “Out of order”. A instalação converteu-se em um dos lugares mais visitados de Kingston, ao sudoeste de Londres, onde dezenas de turistas preenchem diariamente sua sede fotográfica.

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#12 O burocrata heróico (Islândia)

Muitas cidades têm erguido estátuas em reconhecimento ao soldado desconhecido, um ato simbólico que reconhece o valor de todo aquele que arrisca seu bem estar pelos outros. No entanto, até agora não se conhecia nenhuma estátua erguida ao burocrata desconhecido. Só Reykjavik, capital da Islândia dedicou, sem ironia, uma estátua a aquele trabalhador do estado que, quando em serviço, ajudou a atravessar alguma vez as complicadas causas legais. O autor dessa divertida obra de arte é Magnús Tómasson.

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Post publicado originalmente em Habitissimo.

Publicitário com experiência de 10 anos em Comunicação e Marketing, atuando com foco nas áreas de Criação, Inovação e Design para o mercado de Jogos e Entretenimento. Experiência complementar em Desenvolvimento de Produtos e Marketing Digital. Graduado em Comunicação Social com MBA em Marketing pela ESPM. Vasto conhecimento do mercado de Jogos e Entretenimento e entendimento do comportamento do consumidor infantil e do jogador.

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